Bancas jurídicas têm uma característica que distorce qualquer múltiplo aplicado sem ajuste: parte relevante da receita é pessoal, vinculada a um sócio específico, e não à estrutura.
O primeiro trabalho de preparação é segmentar carteira recorrente, honorários contratuais, honorários de êxito e sucumbência, identificando o que sobrevive à saída de uma pessoa-chave.
Em seguida vem a leitura do acervo processual como ativo: volume, tese, fase e expectativa de realização. É aqui que o M&A jurídico se aproxima da análise de Legal Assets.
A modelagem da transação — earn-out, pagamento escalonado, retenção de sócios — costuma resolver o que o valuation isolado não consegue: o alinhamento de interesses no pós-fechamento.